apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e ensinos de
demônios”- I Timóteo 4:1.
É com muita tristeza que ainda vemos pastores, líderes religiosos e membros de igrejas, procurando novidades para preencher o vazio da alma e acrescentar algo ao que Cristo já fez na cruz. As pessoas gostam de novidades e espetáculos que exploram suas emoções, mexe com o senso de realização, prometendo prazer e felicidades.
O método usado pelos falsos pregadores é muito simples. Primeiro, eles procuram identificar os problemas sociais, morais e psicológicos das pessoas; depois, apresentam seus pretensos remédios para curar esses males. É a técnica da tapeação, que faz que se tome uma coisa por outra. As pessoas em geral aceitam, agradecem e batem palmas, porque gostam de ser iludidas e enganadas. Quanto mais religiosa é a pessoa, mais fácil de ser enganada.
O evangelho que os falsos profetas apresentam é distorcido e enganoso. Eles afirmam que a salvação é obtida por meio do esforço próprio, da auto-suficiência, das boas obras e práticas religiosas. Esse ensinamento contradiz o ensino da Escritura: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus”- Efésios 2:8.
O movimento G 12 que está sendo divulgado em nossos dias com intenso sensacionalismo e apelo psicológico, é uma grande fraude. É um sistema religioso recheado de heresias e desvios doutrinários.
Suas técnicas psicoterápicas de auto-sugestão, quebra de maldições hereditárias, cura interior, regressão, renovação espiritual, nova visão
O G 12 é um projeto antigo, que reaparece com uma nova maquiagem, através do pastor colombiano César Castellanos Dominguez, com a novidade do modelo dos doze, ou Grupo dos doze, que tem por base o seguinte ensinamento: Assim como Jesus reproduziu o seu caráter nos doze apóstolos, assim também nós podemos reproduzir em doze, e estes em outros doze, e assim sucessivamente.
Muitos pessoas já abraçaram cegamente o G 12, sem primeiro passar seus ensinos e práticas doutrinárias pelo crivo das Escrituras.
Somos advertidos por Deus a não dar crédito em qualquer doutrina, sem primeiro provar à luz das Escrituras se ela procede de Deus ou dos homens: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus.”- I João 4:1.
O G 12, também conhecido por Grupo dos 12 ou Encontro G 12, teve início na Colômbia, na década de noventa, pelo pastor César Castellanos Dominguez, que afirma ter recebido uma revelação de Deus através de sonhos, no sentido de globalizar a igreja de Cristo, visando o seu crescimento e unificação para o novo milênio, conforme o modelo dos doze apóstolos.
O objetivo do movimento é colocar em prática a velha doutrina da renovação espiritual, através dos recursos humanos, com a inovação da igreja em células, conforme o sonho e visão de seu fundador.
Este movimento sutil e enganoso, é semelhante aos demais que já vieram e se foram, deixando para trás as discórdias, as facções, as desavenças nas igrejas e nas famílias.
Muitos pastores e líderes de várias comunidades, fazem de tudo para adornarem suas igrejas com qualquer outra coisa, menos com a verdade do Evangelho da graça. Em vez de produzirem frutos para Deus, estão se afundando na areia movediça das técnicas psicológicas, dos “shows religiosos,” alimentando a idéia de que Cristo não é suficiente para atender as necessidades do povo.
A Palavra de Deus nos avisa a ficarmos atentos com aqueles que O avivamento espiritual que temos visto por aí, é pura ilusão, é lata vazia que emite som, mas não tem conteúdo. O avivamento verdadeiro significa esvaziamento da velha vida, por meio da nossa crucificação, morte e ressurreição em Cristo. Os ossos da visão de Ezequiel só receberam vida, porque estavam vazios, ressequidos e sem nenhum vigor – Ezequiel 37. O esvaziamento só é real quando é feito em Cristo, na cruz; e não num simples encontro de três dias. Davi esvaziou-se e desceu até às profundidades, para de lá levantar o seu clamor e obter a verdadeira comunhão com Deus: “Das profundezas clamo a ti Senhor”- Salmos 130:1.
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